—Prouvera a Deus que fosse só isso! suspirou o zangão.

—Que ha mais?

—Não entremos em minudencias... Ha outras cousas... Fallaremos depois... Mas fica certa que nada me faria recuar, se visse no que contaste alguma gravidade. Não ha nenhuma. O homem é um simplorio.

—Não.

—Não?

Sophia levantou-se; tambem não queria entrar em minudencias. O marido pegou-lhe na mão, ella ficou de pé e calada. Palha, com a cabeça reclinada nas costas do sophá, olhava sorrindo, sem achar que dizer. Ao cabo de alguns minutos, ponderou a mulher que era tarde, que ia mandar apagar tudo.

—Bem, tornou o Palha depois de breve silencio; escrevo-lhe amanhã que não ponha aqui os pés.

Olhou para a mulher esperando alguma recusa. Sophia coçava as sobrancelhas, e não respondeu nada. Palha repetiu a solução; e póde ser que desta vez com sinceridade. A mulher então com ar de tedio:

—Ora, Christiano... Quem é que te pede cartas? Já estou arrependida de haver fallado nisto. Contei-te um acto de desrespeito, e disse que era melhor cortar as relações,—aos poucos ou de uma vez.

—Mas como se hão de cortar as relações de uma vez?