Sophia interrompeu-o:

—Porque é que não convidou essa belleza a ver o Cruzeiro?

—Não jantou lá, naturalmente, e não havia jardim nem lua. O que eu quero dizer é que o nosso amigo não estaria em si. Talvez se ache a agora arrependido do que fez, envergonhado, sem saber como se hade explicar, ou se não explicará nada... É muito possível até que se ausente...

—Era melhor.

—...Se o não chamarmos, concluiu Palha.

—Mas para que chamal-o?

—Sophia, disse-lhe o marido, sentando-se ao pé della. Não quero entrar em minudencias; digo só que não permitto que alguem te falte ao respeito...

Houve uma pequena pausa; Sophia olhava para elle, esperando.

—Não permitto, e ai d'aquelle que o fizesse, assim como ai de ti se o consentires; sabes que sou de ferro, a este respeito, e que a certeza da tua amizade,—ou, vá logo tudo,—do amor que me tens é que me tranquillisa. Pois bem, nada me abala relativamente ao Rubião. Crê que o Rubião é nosso amigo, devo-lhe obrigações...

—Alguns presentes, algumas joias, camarotes no theatro, não são motivos para que eu fite o Cruzeiro com elle.