—Fechar-lhe a porta, mas não digo tanto; basta, se queres, aos poucos...
Era uma concessão; Palha aceitou-a; mas immediatamente ficou sombrio, soltou a mão da mulher, com um gesto de desespero. Depois, agarrando-a pela cintura, disse em voz mais alta do que até então:
—Mas, meu amor, eu devo-lhe muito dinheiro.
Sophia tapou-lhe a boca e olhou assustada para o corredor.
—Está bom, disse, não fallemos mais nisto. Verei como elle se comporta, e tratarei de ser mais fria... Nesse caso, tu é que não deves mudar, para que não pareça que sabes alguma cousa. Verei o que posso fazer.
—Você sabe, cousas do negocio, algumas perdas... é preciso tapar um buraco daqui, outro dalli... o diabo! É por isso que... Mas riamos, meu bem; não vale nada. Sabes que confio em ti...
—Vamos, que é tarde.
—Vamos, repetiu o Palha dando-lhe um beijo na face.
—Estou com muita dor de cabeça, murmurou ella. Creio que foi do sereno, ou desta historia... Estou com muita dor de cabeça...