[CAPITULO XXXII]
—Quem é que manda isto? perguntou Rubião,
—D. Sophia.
Rubião não conhecia a lettra; era a primeira vez que ella lhe escrevia. Que podia ser? Via-se-lhe a commoção no rosto e nos dedos. Em quanto elle abria a carta, Freitas familiarmente descobria a cestinha: eram morangos. Rubião leu tremulo estas linhas:
«Mando-lhe estas fructinhas para o almoço, se chegarem a tempo; e, por ordem do Christiano, fica intimado a vir jantar comnosco, hoje, sem falta. Sua verdadeira amiga
Sophia».
—Que fructas são? perguntou Rubião fechando a carta.
—Morangos.
—Chegaram tarde. Morangos? repetiu elle sem saber o que dizia.
—Não é preciso córar, meu caro amigo, disse-lhe rindo o Freitas, logo que o criado saiu. Estas cousas acontecem a quem ama...
—A quem ama? repetiu Rubião corando deveras. Mas, póde ler a carta, veja...