—Ha de ser quando chegarmos.

Chegaram. Era uma casa assobradada; D. Tonica veiu abrir-lhes a cancella. Trazia um vestido novo e brincos.

—Olhe bem para ella, disse o major pegando na filha pelo queixo.

D. Tonica recuou envergonhada.

—Estou olhando, respondeu Rubião.

—Não se vê logo que é uma pessoa que vae casar?

—Ah! parabéns!

—É verdade, vae casar. Custou, mas acertou. Achou por ahi um noivo, que a adora, como todos elles; eu, quando fui noivo, adorei a minha defuncta, que foi urna cousa nunca vista... Vae casar. Arranjou um noivo. Custou, mas acertou. Pessoa seria, meia edade; vem aqui passar as noites. De manhã, quando passa para a repartição, creio que bate na janella, ou ella já o espera; eu finjo que não percebo...

D. Tonica dizia com a cabeça que não, mas sorrindo de modo que parecia dizer que sim. Estava tão buliçosa! Nem se lembrava já que requestára o Rubião, que este fora uma das ultimas, e por fim a ultima das suas esperanças. Tinham entrado na sala; D. Tonica foi á janella, voltou, cabeça alta, andando atoa, reconciliada com a vida.

—Boa pessoa, repetiu o major, boa creatura... Tonica, vae buscar o retrato... Anda, vae buscar o teu noivo...