—Prompto! disse elle. Se tiver em casa algum medicamento apropriado, será conveniente applical-o. Toda a cautella é pouca; convem evitar alguma inflammação.
—Obrigado, respondeu Estacio. Realmente, vim dar-lhe uma massada, sem grande necessidade talvez.
—Porque?
—Podia fazer isto mesmo quando chegasse a casa.
—Mora perto?
—Um pedaço abaixo.
—Foi conveniente curar ja; nenhuma precaução é inutil em cousa, nenhuma da vida.
—Maxima de prudencia, observou Estacio procurando sorrir.
—Que só aprende tarde quem não a traz na massa do sangue, replicou o outro suspirando.
A não ser indiscreto ou fallador, era difficil levar a conversa por diante. O favor estava feito, o assumpto exgotado. Restava agradecer, despedir-se e sahir. Estacio, entretanto, tinha necessidade de mais tempo; queria arrancar áquelle homem uma palavra menos indifferente á situação, ou conhecer-lhe, se fôsse possivel, o caracter e os costumes. Para isso havia talvez um meio; contrafazer-se, affectar maneiras extranhas ás suas, apegar-se á occasião por todas as bordas. Estacio determinou-se a isso, confiando o resto do acaso. Voltou á cadeira e sentou-se.