—E com efeito, este quarto não é dos mais luxuosos... Decididamente, a virtude é uma bela coisa!

E, enrolando as notas com evidente voluptuosidade, continuou:

—Visto isso, considero-me seu devedor, e quero pagar...

O senhor Germinal desdobrou um papel e apresentou-o a Pedro.{93}

—O que é? perguntou este último.

—É a conta circunstanciada do que desembolsei: despesas de anúncios, aluguer de carruagens, etc. Total: mil quarenta e dois francos e cinquenta cêntimos.

—Com mil amarras!... Ora vá passear, mais as suas contas de boticário! exclamou Pedro; atirando fora o papel. Toma-me por algum sovina?... Aqui tem o maço, tire o que quiser.

O senhor Germinal endireitou-se com altivez.

—Não aceitarei um soldo, sequer, a mais do que se me deve! disse ele.

Pedro Toucard insistiu vivamente. O senhor Germinal resistiu com firmeza. Cansado de lutar, o provençal cedeu, porque estava ardendo por ver-se dali para fora, e esboçar nova especulação. Reembolsou-o dos mil quarenta e dois francos e meio, e tomando nas suas as mãos do velho, disse-lhe: