—Não faça tanta bulha, tiasinha, cale-se aí!... Com mil amarras!... Por quem me toma, você?
—Por um velho larápio, que tratava de se encaixar cá em casa! Ah, seu grande velhaco! julgava que o não viam, quando passou diante da minha loja?
Uma gargalhada sonora acolheu a conjectura da porteira, e o desconhecido fez uma pirueta, apertando as ilhargas. Resultou deste movimento achar-se em frente de André, cujo rosto admirado aparecia por cima da sebe de buxo.
—Ah, ah! exclamou ele; eis o meu homem! E,{56} caminhando direito ao pintor, estendeu-lhe a mão, gritando:
—Como passa, querido amigo, cujo nome ignoro! Estou encantado pelo encontrar!
Depois, vendo o senhor Germinal e sua filha, tirou o chapéu e cumprimentou-os com galantaria.
—Desculpe-me, senhor; peço mil perdões, menina, se os interrompo na sua conversação... São apenas duas palavras que tenho a dizer ao meu jovem amigo. Permitam-me que lho roube por um segundo...
—Perdão, senhor, disse André, estupefacto; a quem tenho a honra de falar?
—Que diabo!... pois não me reconhece?
—Confesso que não.