O senhor Germinal abanou a cabeça.

—É o mesmo, acrescentou ele, foi uma grande tolice enamorares-te deste arganaz desengonçado!

—Obrigadíssimo pelo elogio, disse o pintor.

—E, a final de contas, se não casasses com ele... nem por isso adoecerias!

—Perdão, meu pai, respondeu Rosa resolutamente, morreria!

—Está bom! basta! interrompeu o velho assustado; já mo disseste... E foi mister essa ameaça, continuou ele entre dentes, para me resolver...

Não disse mais, soltou um suspiro, apalpou as notas do banco através do usado pano da sobre-casaca, e passados poucos segundos exclamou de súbito:

—Vamos! abracem-se diante de mim!

O pintor não se fez rogar, e as faces de Rosa tingiram-se de vivas cores.

—E trabalhe cada um por sua parte, prosseguiu o senhor Germinal. A riqueza de minha filha não deve impedi-lo de dar ao pincel, senhor Sauvain.