—Não me responde, minha mãe?
—Não o evites de todo... Recebe-o, se elle te visitar... Entretanto, póde ser que Deus permitta um milagre.
—Esquecêl-o?
—Esquecêl-o, ou poder ser sua mulher. Não é esta a intenção de Luiz da Cunha?
—Não sei. Não temos tido a liberdade de fallar n'essas cousas. Se elle me tivesse fallado n'isso, eu dizia-lhe que seria sua esposa, sem me lembrar que é necessario um dote.
—E sem o consentimento de tua mãe?
—Minha mãe quer a minha felicidade...
—Confia-te a mim, Assucena... eu continúo a ser a tua amiga. Hei de fallar hoje com teu padrasto... Agora mesmo que elle ahi vem... Retira-te.
O visconde de Bacellar entrava, com a penna na orelha, e uma carta aberta nas mãos.
—Rosa—disse elle, franzindo a testa, e tirando os oculos—lê essa carta. É chegada agora do Porto. Basta que leias as ultimas linhas. Senão, eu t'as leio: