—Não quero! Vou sósinha, sem medo nenhum. O meu Luiz é valente...
—É melhor acompanhal-a....—murmurou o padre.
E sahiram pela porta do jardim.
—Que linda noite!—disse ella, saltando entre os buxos.
—Está muito fria a noite, senhora D. Assucena.
—Fria! Ora essa! Calor tenho eu de mais no coração! Quantos annos tenho eu? Dezoito... Queriam que eu tornasse para as Commendadeiras! Isso sim!... Quem conheceu uma vez Luiz da Cunha, nunca mais o esquece... morre por elle... Sou sua mulher... Jurou-m'o nos braços d'elle quando eu fugia.... Porque estou eu aqui? Prenderam-me... fizeram bem! O amor violentado vence ou mata. Eu me desforrarei em risos de esposa das lagrimas que tenho chorado n'este desterro... Elle não tarda, e depois fujam os meus inimigos! Sim, fujam, que o meu esposo é muito valente!
—Recolha-se, minha senhora.
—Recolher-me?! ás Commendadeiras?
—Ao seu quarto...
—Não quero.... Deixem-me respirar.... Vamos ao portão esperal-o.