—Pobre homem! morreu sem sacramentos!... Oxalá que tivesse um momento de contrição! E não está mal trajado... Deixem-no aqui ficar até amanhã, porque é necessario que o administrador o mande levantar...
Entrou no quarto de Assucena que batia os dentes como n'um tremor de catalepsia.
—Não tenha medo, minha senhora.
—Mataram alguem?
—Ficou um; mas lá vão os outros, que eram bastantes.
—Rezemos por alma d'esse que morreu...{185}
—Pois sim, rezemos—disse o egresso, ajoelhando ao pé d'ella.
—Poderá salvar-se?—disse ella, interrompendo a oração.
—Deus é pae de misericordia.
—Quem sabe se elle roubava por ter fome?...Vá vêr se elle não estará morto... poderemos ainda cural-o.