—Meu caro Neves!—disse, depois, José do Taboado—acabemos com isto! Queres ser dos meus?
—Se quero ser dos teus?
—Franqueza, e viva amizade! Sabes quem sou?
—Sei que és um excellente amigo...
—Dos meus amigos; mas inimigo dos ricos. Eu sou chefe d'uma quadrilha de salteadores. Tira o chapéo na minha presença!
—Cá estou descoberto...—disse Luiz, sorrindo-se, e descobrindo-se.
—Agora cobre-te. Enche esses copos, Joaquina... Á tua saude, Neves! Á saude do meu chefe de estado maior! Aceitas?{179}
—Aceito!
—Toca!—E deram-se as mãos com vertiginoso transporte.
—Serás rico em pouco tempo...—continuou o chefe—para que diabo queres tu as excellentes forças que tens? Como é que cumpres o protesto de vingança que fizeste, quando te mataram Liberata, porque roubavas a fazenda nacional?