—Tu descóras, filha.
—Deus dá-me animo... Não é nada, minha mãe... É isso só que me queria dizer?... Deixál-o estar... Não tenho nada com elle... É feliz?...
—Muito infeliz... Vem pobre...
—Eu não pergunto se vem rico... Será virtuoso? terá temor de Deus?
—Vem cheio de crimes. Dizem-se em Lisboa cousas horriveis d'este homem. Casou muito rico...
—Isso já eu sabia, que m'o disse o padre Madureira.
—Mas abandonou a mulher...
—Coitadinha!...
—E morreu atormentada.
—Compadeceu-se d'ella o Altissimo... Foi feliz... Rezemos-lhe pela alma, minha mãe.