—E de lá para nossa casa?

—Iremos, filha... tornaremos para Madrid; vamos a Cadiz, e de lá embarcaremos para a Italia... queres?

—Sim, sim, agradeço-te de todo o meu coração o sacrificio...

—Sacrificio! nenhum, Marianna! Tu não crês que és para mim a primeira mulher, que não tens uma rival que possa mais que a tua vontade?

—Queria acreditar; mas tu...

—Eu que? Sou fraco... sou um miseravel ludibrio do destino; mas tu vences esse destino, quando queres... És hoje para mim o que eras ha um anno sobre o mar...

—Oh!... se eu fosse!...

—És, filha. Não me vês arrependido? Queres-me de joelhos a teus pés?

E o farcista fez menção de ajoelhar, quando Marianna se lhe lançou ao pescoço, beijando-o, banhando-lhe de lagrimas a face, soluçando, comprimindo-o com a vehemencia de toda a sua paixão acrisolada pelo ciume, e expansiva pelo prazer do triumpho sobre a rival.

Em Madrid, Luiz da Cunha foi tão caricioso, que Marianna recordava os primeiros dias do seu noivado, e não os achava mais gratos, mais ligeiros nas suas rapidas horas do delicioso arrobamento.