«Conforme estava anunciado, realizou-se ontem em Sintra, nos terrenos da
Granja do Marquês, o Rally paper. Perto das 3 horas chegaram el-rei e
a raínha num landeau à Daumont, acompanhados pela Snr.^a D. Josefa
Sandoval, veador António de Vasconcelos e oficial às ordens A. de
Serpa.»
Segue uma comprida nomenclatura de altos senhores e nobilíssimas damas, que, em volta do rei, tomaram parte na função.
E conclue a notícia:
«Na retirada, suas majestades vinham em carro descoberto, escoltados por todos os jogadores que tinham entrado na partida, e seguidos por mais de duzentas carruagens descobertas, conduzindo tudo o que há de mais elegante em Sintra.»
E eis aí como o rei de Portugal e tudo que há de mais elegante em Sintra
encaravam a imperecível ignomínia do tratado de 20 de Agosto de 1890.
Hipp, hipp, hurrah! God save the King! Viva Salisbury! Viva D. Carlos!
Que imundície!
Sua majestade, ainda à última hora, doente, no castelo da Pena, queria a recomposição do gabinete Serpa, isto é, mantinha o convénio. Foi o Snr. João Crisóstomo quem determinou a queda do govêrno, afirmando ao rei que, se êle insistisse, a revolução era inevitável.
Sintetizando: O tratado de 20 de Agosto, no juízo da imensa maioria do país, quási a unanimidade, significava a última das afrontas, a última das vergonhas. Pois o Snr. D. Carlos deixou-o negociar, no dia que êle chegou a Lisboa celebrou uma festa, sustentou-o meses contra a vontade clara da nação, largando-o apenas, humilhado, diante das baionetas e da revolta.
O país, rasgando-o, rasgou-lho na cara.
Revolta do Pôrto: O Verbo era de luz. Encarnou mal. Daí o desastre. A lava purpúrea, não abrindo cratera, rompeu, angustiosa, por uma fenda. Colem o ouvido na montanha: há trovões lá dentro. Um dia dêstes será vulcão. Adiante…
O município do Pôrto, em 12 de Fevereiro de 91, dirigiu ao rei uma mensagem. Copio dela estas frases: