+VI+

Quanto, quanto me queres?—perguntaste
Olhando para mim mas distrahida;
E quando nos meus olhos te encontraste,
Eu vi nos teus a luz da minha vida.

Nas tuas mãos, as minhas, apertaste.
Olhando para mim como vencida,
«…quanto, quanto…»—de novo murmuraste
E a tua boca deu-se-me rendida!

Os nossos beijos longos e anciosos,
Trocavam-se frementes!—Ah! ninguem
Sabe beijar melhor que os amorosos!

Quanto te quero?!—Eu posso lá dizer!…
—Um grande amôr só se avalia bem
Depois de se perder.